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01 agosto 2006

Estudos e Publicações
Rogério Barroso
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Com pedido de publicação, recebemos, das nossas fontes, o texto que publicamos a seguir.
O arranjo gráfico e os títulos são de RB – Estudos e Publicações.





ENQUANTO O GENOCÍDIO SIONISTA SE OPERA
EM PORTUGAL
DIZEM-SE DISPARATES
E FAZEM-SE BURRICES





Contrariamente àquilo que reiteradamente (e enganosamente!) afirmam os nossos governantes, os nossos “Belmiros de Azevedo”, os nossos “Medinas Carreira”, as nossas “Fátimas Campos” (E OUTRAS NOSSAS SENHORAS), os nossos iluminados analistas político/económicos, que diariamente temos de suportar na televisão e nos jornais, e que adulteram com a maior ligeireza os indicadores que manuseiam a seu belo prazer, e que, de repente, tudo sabem sobre a "Função Pública", contrariamente ao que diz esta gentalha, a percentagem de Funcionários Públicos na Europa é bem diferente da mentira que nos vendem esses “senhoritos”. Ora vejam:







Assunto:
PESO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS NA POPULAÇÃO ACTIVA
(Fonte: EUROSTAT)

• Suécia. 33,3%
• Dinamarca.30,4%
• Bélgica. 28,8%
• Reino Unido.27,4%
• Finlândia.26,4%
• Holanda. 25,9%
• França. 24,6%
• Alemanha. 24%
• Hungria. 22%
• Eslováquia.21,4%
• Áustria. 20,9%
• Grécia. 20,6%
• Irlanda. 20,6%
• Polónia. 19,8%
• Itália. 19,2%
• República Checa.19,2%
• PORTUGAL. 17,9%
• Espanha. 17,2%
• Luxemburgo. 16%

Não há, pois, funcionários públicos a mais. Há sim uma distribuição não correcta, o que faz com que existam sectores em falta e, outros, em excesso.
Por exemplo, a reforma da administração pública que é imperioso que seja feita, deverá começar por mudar a realidade dos dados que nos indicam que cada ministro (deste e dos anteriores governos) tem, ao seu serviço pessoal e sob as suas ordens directas, uma média de 136 pessoas (entre secretários e subsecretários de estado, chefes de gabinete, funcionários do gabinete, assessores, secretárias e motoristas) e 56 viaturas: estamos a falar em CINCO vezes mais que no resto da Europa.
Há "respeitados" analistas, ligados ao mundo empresarial, que querem a diminuição cega dos funcionários, apenas para que as empresas privadas em que, directa ou indirectamente têm interesses, possam ser contratadas para fazer serviços públicos ("Outsourcing") e, assim, elas possam crescer!
Por último refira-se que se serviu para alguma coisa, o «programa dos Prós e Contras» da RTP de 22 de Maio passado, foi que, quando os compadres se zangam, sabem-se as verdades. E a verdade que saiu do programa da RTP foi que temos uma comunicação social corrupta e ao serviço de quem tem muito dinheiro.
Neste programa, a ideia que mais uma vez a comunicação social vendeu à opinião pública (a qual foi repetidamente alardeada pela Fátima Campos e seus usuais convidados), foi a da necessidade de 200 mil despedimentos na função pública.
No entanto, como acima está demonstrado pelas estatísticas europeias, resulta claro que somos o 3º país da U.E. com menor percentagem de funcionários públicos na população activa.
Assim se informa e se faz política em Portugal.

…É úma forrrça!...

Rogerio Barroso
http://rogeriobarroso.blogspot.com

06 abril 2006

Doutoramento em Direito Comunitário (União Europeia) 


Rogerio Barroso
http://rogeriobarroso.blogspot.com

27 março 2006


Rogerio Barroso
http://rogeriobarroso.blogspot.com

16 março 2006

Em Março, no planeta Terra - nova agressão americana 

Em Março
TRÊS ACONTECIMENTOS MUDARÃO A HISTÓRIA DO MUNDO


Rogério Barroso
(Em Sevilha, a 17 de Fevereiro de 2006, à vista do deflagar de mais uma agressão americana ao planeta Terra)


No próximo mês de Março, três acontecimentos vão marcar para sempre a história do mundo em que vivemos. Três acontecimentos menores se os víssemos dissociados uns dos outros, mas, quando olhamos os três em conjunto, um padrão emerge e arrebata-nos de forma monstruosa.
No passado mês de Dezembro, o FED anunciou que iria deixar de produzir e publicar o chamado índice M3, que é publicado desde que o dólar é dólar.
O índice M3 mede a quantidade total de divisas norte americanas em circulação no planeta. O índice M0 indica o total de moeda física nos bancos, notas e moedas, o M1 é o M0 mais as contas à ordem, o M2 é o M1 mais os papéis comerciais e contas a prazo, e finalmente o M3 é o M2 mais as grandes contas em dólares, reservas de outros países em dólar e todas as grandes contas em dólar existentes. No fundo, o índice M3 é a quantidade de moeda norte-americana em circulação.
O FED deixará de publicar esse índice sob o estranho argumento de que ele não acrescenta nada de essencial ao investidor e por isso se poupariam US$ 500.000 anuais ao deixar de alocar recursos para o seu cálculo. Isso é mentira em todas as frentes, pois o índice vai deixar de ser publicado, mas continuará a ser calculado para estatística interna, pois acrescenta uma valiosa informação em relação ao seu antecessor, o M2. É com o índice M3 que o público percebe se as reservas em dólares de países estrangeiros estão aumentando ou diminuindo. É uma informação vital para os mercados cambiais, por exemplo. O mais relevante é a data a partir da qual o índice vai passar a ser escondido do público, 23 de Março. Já veremos como essa data cai como uma bomba, literalmente, nas terras do Irão.
Outro acontecimento para Março é a tão falada nova bolsa de petróleo de Teerão, que se sabe estar por detrás do futuro ataque americano ao Irã. Essa bolsa vai mudar drasticamente a geopolítica mundial. Até agora o mercado de petróleo estava cingido apenas ao NYMEX em Nova Yorque, e à bolsa de Londres. E as suas transacções estavam registradas exclusivamente em dólar. Isso provoca uma procura mundial pelo dólar, para permitir transaccionar no mercado energético, o que, por sua vez, faz aumentar o continuamente preço do dólar.
Mas a bolsa de Teerão será baseada em Euros, pelo que o Irão vai, não só vender o seu petróleo em Euros - e só isso já representa 5% da produção diária mundial - mas vai também arrastar outros países que não querem estar tão sujeitos à instabilidade que o dólar tem vivido ultimamente. A Venezuela já concordou em negociar exclusivamente através do Irão e muitos outros países se seguem. Obviamente, para a Europa também faz mais sentido negociar na sua própria moeda do que incorrer em operações cambiais cada vez que compra petróleo. Isso vai provocar uma mudança geopolítica brutal. À medida que mais países compram em euros, menos o dólar é procurado, levando à sua queda, até à fossa, o que já não anda longe. A acrescentar à descida rápida do dólar estará também a falta de interesse em manter grandes reservas de dólares, pois estes já não serão fundamentais para transaccionar petróleo. Deixa também de ser interessante comprar títulos da dívida pública americana (bonds) e possivelmente haverá tentativas de liquidação desses títulos por parte dos países com excesso de reservas em dólar, redireccionando-as para euros. Isso já se verifica e é a causa do começo da subida das taxas de juros, que será ainda mais rápida. Essa situação, a manter-se inalterada, significava o colapso a curto prazo da moeda americana e consequentemente da sua própria economia.
E quando a bolsa de Teerão vai abrir? Em 23 de Março! Portanto, temos a espantosa coincidência de, no dia em que ocorre o princípio do fim do dólar, acontece também o fim do o indicador das mundiais de dólar... Os americanos nem vão saber de que morte morrem.
O terceiro acontecimento é também o mais relevante. No fundo são dois acontecimentos no mesmo dia. Em 28 de Março haverá eleições em Israel e será realizado (que fique aqui escrito) o primeiro ataque em solo iraniano contra alvos nucleares, que já é aqui vaticinado para 2006 desde Setembro último. El-Baradei apresentará o seu relatório sobre o Irã no princípio de Março, embora o prémio Nobel já tenha dito que o mundo está perdendo a paciência com o Irão. Esse relatório vai servir de desculpa para os ataques subsequentes.
O Times afirmou em Dezembro que Sharon colocara o nível de prontidão das suas tropas no nível máximo, para um possível ataque ao Irão no final de Março (http://www.timesonline.co.uk/article/0,,2089-1920074,00.html).
Vladimir Girinovsky afirmou esta semana saber com toda a certeza que o ataque se dará em 28 de Março. Lembrou também que Condoleeza Rice foi a protagonista da alteração da lei que proibia os EUA de usarem armas nucleares antes do inimigo. Desde Dezembro último é possível aos EUA usarem armas nucleares preventivamente, numa resolução passada no Senado sem qualquer discussão ou cobertura mediática.
Temos então dois cenários possíveis: Ou os EUA atacam o Irão e impedem a abertura da bolsa de petróleo, ou a sua economia colapsará. Eu acredito nas duas simultaneamente, pois a dívida pública norte-americana é de tal proporção que nunca conseguirá se recuperar. O último debate do "Estado da União" nos EUA aumentou em mais de 10% a despesa militar e reduziu todas as despesas com saúde e educação. Nunca um orçamento foi tão gastador como este.
À China não interessa muito o valor do dólar, pois a dívida dos EUA para com eles é tão grande que poderiam comprar a América inteira com os seus bonds. De qualquer modo, a China cedeu aos EUA quando quis desvalorizar o "yuan" ao ritmo do dólar, o que também traria o imediato colapso americano. Assim, o "yuan" foi valorizado artificialmente em 10%, para deixar o dólar respirar um pouco.
E será então o princípio do fim do fim do princípio...

Rogerio Barroso
http://rogeriobarroso.blogspot.com

23 janeiro 2006

Meu caro Rogério Barroso, permita que comente a sua proposta de criação de um partido político a partir dos resultados eleitorais. Acho que será um erro crasso e em politica os erros se pagam caro. Fiz parte deste sonho de eleger Manuel Alegre Presidente da República, mas não tinha outra perspectiva que não esta. Sou militante do Partido Socialista, e é dentro dele que continuarei a intervir, creio que o meu candidato pensa como eu. Não excluo que este movimento gerado possa ser um espaço de intervenção cívica, até porque o grupo formado por cidadãos desta campanha é tão diverso em termos sociais, e políticos que se desagregaria logo que lhe fosse proposto a criação de uma força partidária. Na minha perspectiva devemos criar condições em todos os locais para nos mantermos em contacto uns com os outros organizar encontros periódicos localmente e se possível um grande encontro nacional uma vez cada ano, mais que isto será um suicídio para quem embarque em outro projecto, e o que mais me custaria era ver o meu candidato desbaratar o capital recolhido no passado dia 22 de Janeiro de 2006. Um abraço fraterno do Ernesto

Enviado por Ernesto Silva em Janeiro 23, 2006 05:29 PM

À Justa?
(a seguir às eleições presidenciais de 2006, em Huelva a 23 de Janeiro de 2006)

Terminou a feira das tolices organizada pela comunicação social do regime.
Dos oitenta por cento de Cavaco Silva no início dos festejos, a margem veio por aí a baixo até aos 50,59%, com que o filho (Aníbal) do meu amigo Teodoro acabou por se tornar presidente da república portuguesa.
Em si mesma, esta eleição pouco mais importância teve do que tem o lugar de Presidente da República em Portugal.
São catorze milhões os portugueses, e mais de onze milhões podem gabar-se de não ter posto o Aníbal neste lugar de honra da administração pública portuguesa.
Nos dias seguintes, descobrir-se-ão as razões para tal orgulho.
Mas hoje importa saber que a forma mais airosa de a política social e económica, gizada pelo actual primeiro-ministro e pelos seus “acólitos” e acessores do governo, era, seria, foi e é evitar que o Aníbal não fosse eleito presidente da República. E, nessa medida, a vitória de Sócrates foi estrondosa.
E como alguém tinha de perder, para compensar tal vitória, foi o Partido Socialista quem pagou as favas. Assim, em onze meses, o PS perdeu 70% do seu eleitorado (mais de um milhão e oitocentos mil votos em dois milhões e meio deles).
Esta perda pode até ser definitiva. E porquê?
Porque, agora, face aos resultados das presidenciais, Manuel Alegre tem a obrigação de formar um partido político, criado sobre as suas convicções e propostas políticas, sociais e económicas, as quais claramente transmitiu aos portugueses, e que foram aceites na medida em que o foram. Também porque, sendo Manuel Alegre um dirigente do PS, tem certamente de cor as conclusões que tem de tirar da vontade manifestada por quem votou nele. Tem, neste caso aliás, duas alternativas: dar a quem o apoia os meios para o exercício da democracia (e neste momento, em Portugal, é através de um partido onde se possam rever), ou deixar “órfãos” um milhão mais um oitavo de milhão de votantes.
É até bom que Manuel Alegre saiba que tal decisão já não lhe cabe só a ele, tamanha é a onda de apoio que granjeou.
Se assim for, o PS passará a ser o primeiro dos partidos pequenos, por ora à frente da CDU e do Bloco de Esquerda, mas, brevemente enviado para o nível do CDS porque o PS se encontra a governar (mal!, como todos sabem) com “maioria absoluta”, sujeito ao enormíssimo desgaste que vai sofrer no futuro próximo.
Por outro lado, o PPD vai ter que aproveitar tal facto para querer impor-se como primeiro partido para os próximos tempos. Se assim for, o CDS sofrerá uma proporcional tendência para o desaparecimento e o novo partido que aqui se requer ganhará circunstâncias e ânimo para crescer, a partir do nível que agora a candidatura de Manuel Alegre atingiu. Em consequência (até pela inércia, mas também pelo esclarecimento) o novo partido criará as condições de regressão maior ainda do partido de Sócrates.
Sem o apoio do partido de Sócrates (o qual, na sua governação, vai ser energicamente contestado dia após dia nas ruas, nas empresas, nos hospitais, nas escolas, nas polícias, nas igrejas, nos tribunais, no patronato…), o novo Presidente da República tenderá a desaparecer, não conseguirá (excepcionalmente) um segundo mandato e obrigará o PPD (à vista do que aconteceu e acontecerá ao PS) a “pôr as barbas de molho” e a tentar mudar de atitude perante o país, o que confundirá ainda mais os seus já demasiadamente humilhados dirigentes, o que possibilitará o aparecimento de novas tentativas aventureiristas de controlo do partido e o que atirará o PPD/PSD outra vez para segundo partido do espectro.
São estas as responsabilidades de Manuel Alegre.
Porém, Manuel Alegre pode sempre recusar-se a cumpri-las, porque, em boa verdade, ele não é directa e inteiramente responsável pela criação das actuais circunstâncias, e também porque ele ainda é dirigente do Partido Socialista.
O que não há dúvida é de que estaremos prestes a ver grandes mudanças no alinhamento partidário português, agora que Portugal está aceleradamente a caminho do último lugar na Europa.
Rogerio Barroso
http://rogeriobarroso.blogspot.com

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